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Full Version: Halaka
Garotinha Qualquer
Capítulo I – Perdas


.Parte 1

Era uma manhã até que muito calma no vilarejo de Kyon. O céu estava levemente nublado, e as crianças brincavam no parque, aproveitando suas férias tão merecidas.

- Homens, hoje vamos checar a caverna de Irugoi! Alguns camponeses disseram ter escutado barulhos esquisitos pela região.

Quem falava era um homem forte, de cabelos castanhos e barba. Ele vestia uma armadura vermelha muito bonita e segurava uma espada que continha alguns dizeres escritos em sua lâmina. Aparentava ser o líder dos outros, que usavam armaduras mais simples e lanças de madeira.

- Como esta missão parece ser muito simples, só preciso de vocês 5. Vamos!

Com isso, os soldados partiram para a caverna.
O líder, Zuko Orien, era um homem muito corajoso e bom. Em todas as missões e até mesmo nos treinamentos, levava consigo um amuleto que seu mestre lhe deu.

“Não deixe cair em mãos erradas.”

Foi isso que seu mestre disse ao lhe entregar o amuleto. Zuko sempre se perguntava o que tinha de tão especial naquele colar feio. Era uma simples pedra pendurada num cordão de prata. A única coisa diferente era um símbolo desenhado nela.

...


.Parte 2

- Halaka?
- Hrmmmm....
- Halaka querida, acorde.
- Nahrmm...
- Halaka!
- Ahn? O que foi?
- Estou te chamando já faz um tempo! Não sei a quem você puxou minha filha, mas é muito preguiçosa!


Era uma mulher muito bonita, tinha cabelos pretos e ondulados, olhos azuis. Debruçava-se sobre a menina que acabara de acordar. Halaka, que ainda estava deitada e um pouco sonolenta era muito parecida com a mãe. Com seus cabelos pretos e olhos azuis, mas não tinha mais que oito anos.

- Anda, levanta, vá tomar um banho e depois venha comer.
Sua mãe lhe beijou o rosto e saiu do quarto.

Alguns minutos depois, Halaka estava completamente acordada e rumava para a mesa.

- Onde está o papai? – Perguntou distraída.
- Foi com os soldados dele investigar uma caverna. Teve que sair mais cedo, querida.
- Humm... Mãe me ensina a usar arco e flecha?

Sua mãe riu.

- Não faço isso a muito tempo!
- Mas você era Arqueira de Elite! Lutou em guerras e defendeu o reino de Canaban! –
Halaka começou a fazer gestos como se estivesse atirando uma flecha.
- Ok, pare por aí. Você é muito pequena pra esse tipo de coisa. – Respondeu a mãe divertida – Quando completar dez anos, eu penso no seu caso.
- Ahhh, que isso! – Halaka sentou na cadeira novamente – Então ta... Eu peço pro papai me ensinar a lutar com espada.
- Você não desiste!

As duas riram e se abraçaram.

...


.Parte 3

A escuridão ficava cada vez maior à medida que os soldados iam penetrando na caverna.

- Ei, tem uma tocha acesa na parede! – Disse um dos soldados.
- Será que alguém vive aqui? – Outro soldado perguntou.
- Fiquem quietos, escutei um som! – Zuko pediu para que os soldados fizessem silêncio, e começou a andar devagar na direção do som.

Pareciam tambores, talvez fosse algum tipo de ritual sinistro. Depois de alguns momentos, o barulho cessou.

- Parou! – Disse um dos soldados.

Alguns minutos de silêncio e de repente, uma voz começou a falar em uma língua estranha. Os soldados estavam chegando cada vez mais perto da fonte do som, quando tudo parou de novo.

- E ago... – O soldado parou de falar e gritou, fora atingido nas costas por uma flecha.
- Kitai! – Gritou Zuko. Mas era tarde demais, o soldado já estava morto. – Quem fez isso?!

Rapidamente, toda a caverna se iluminou. Um homem cadavérico, com cicatrizes por todo o corpo fitava Zuko. Ele segurava uma foice e não parecia ser muito velho.

“Ele... O símbolo que está desenhado no meu amuleto... Está tatuado nele!”
Pensou Zuko que agora olhava para a tatuagem na mão do homem.
- Meu nome é Zanthor. Não tenho tempo para apresentações. Me entregue o amuleto e pouparei sua vida... Por ora.

- Nunca! – Zuko ficou em posição de batalha e disse – Homens preparem-se!
- Estão mortos.... – Disse Zanthor indiferente. – Olhe em volta.

Zuko olhou para os lados e viu todos os seus homens mortos, cada um de um jeito mais grotesco que o outro.

- Como... Como fez isso? – Zuko recuou.
- Não pode me deter. Agora me de esse maldito amuleto e vá embora.

Zuko hesitou. Depois disse confiante:

- Não! Vai ter que lutar comigo!
- Ora seu verme... –

Zanthor levantou sua foice que tinha uma aura negra, porém, o amuleto começou a brilhar e, de alguma forma, sugou a aura da foice.

- O que?!? – Zanthor começou a se irritar – Minha magia...! Maldito seja!!

O homem assustador começou a falar em outra língua, e Zuko, percebendo o que estava prestes a acontecer, resolveu sair correndo da caverna. Correu, correu e correu. Chegando à Kyon, foi direto para casa.

- Maya! – Disse sem fôlego – Pegue Halaka e fuja!
- Mas o que... – Maya, a mãe, estava confusa. – O que foi?!
- Não tenho tempo.– Zuko abraçou Halaka. – Agora, FUJAM.
- Não. – Disse Maya decidida. – Hal, se esconda e não saia de casa.
- Mas...
- Já!


Com isso, Maya pegou seu arco e flecha e saiu atrás de Zuko. Não demorou muito e começaram os gritos dos moradores do vilarejo.
Halaka não sabendo muito o que fazer, decidiu se esconder em baixo da cama. Podia escutar a batalha lá fora. De repente, ouviu um grito desesperado de sua mãe e temeu o pior.
“O que estaria acontecendo?”
A menina queria sair e ajudar, mas não podia fazer nada. Decidiu ficar onde estava e esperar. Depois de muito tempo, acabou a batalha, estava tudo silencioso.

Halaka escutou a porta de sua casa ser aberta e se sentiu aliviada, porém, não por muito tempo. Dois homens encapuzados entraram e começaram a procurar em todos os lugares. Suas capas tinham o mesmo símbolo da pedra e da tatuagem de Zanthor. Provavelmente eram seus serviçais.

- Não tem mais nada por aqui. – Disse um dos homens.
- Que perda de tempo... Só deu para pegar aquele colar horroroso. Vamos embora, Milorde não gostará nada disso.

Com isso, eles saíram da casa, sem notar Halaka.
A menina esperou alguns minutos e depois de sair do seu “esconderijo”, caminhou até a porta. Olhou lá para fora e viu os corpos mutilados de vários soldados do vilarejo. Começou a caminhar assustada entre eles e sentiu uma dor enorme em seu coração. Estavam ali, seus pais, mortos.
Halaka correu e parou ao lado de seus corpos. Caiu de joelhos. Chorou alto. Ela não tinha mais ninguém.
~~~~~~~~~~~~~~~~

Ok, aí está o começo da história ;D~
Não ficou a melhor coisa do mundo, espero que comentem com sinceridade.

Não é uma "Fan Fic" propriamente dita, pois não estou me baseando em nada...
Infelizmente, tive que pegar alguns nomes de outros lugares, como visto. Falta de criatividade não é rulz.

No mais, espero que gostem.

PS.: Estou CANSADA de ficar repostando. Se esse fórum der problema de novo, eu mato um!
Piplup
Eu lí essa fanfic pela primeira vez hoje mesmo! smile.gif E percebí certas semelhanças dos personagens!

Zanthor parece com a lenda da morte, alguem de capa preta que busca os mortos!

MUITO LEGAL SUA FIC! Agora vou ler a cada cap postado (se eu estiver no pc). Essa fanfic é mesmo romance? Pra mim, pelo que lí percebí que tem muita ação!
Garotinha Qualquer
Aí é que tá, eu não sei onde ela se encaixa. Se fica em romance ou aventura.


É meio difícil decidir, ;D

Piplup
acho que se encaixa em tdb (tudo de bom) hoje em dia é dificil encontrar fanfic que preste! Já ví muitas fics de cavaleiros que tem nada haver com guerras!
Mandara
Muito massa a tua fic
Tekaya
Mtu boa sua fic. E eu concordo. Jah postei minha antiga fic 3 vzs no forum pokeplus pra que? pra ser deletada! espero que num serepita.
Hirok Kojiro
Eu já tinha visto essa história no ultimo forum q teve!!
Muito boa!!
Poste logo os outros capítulos pra poder chegar nos q eu ainda naum li!
Panda Ryu
Já a tinha lido quando a plus fazia parte da Shinou, fic muito interessante espero que você não demore muito para chegar onde já estava.
Flygon
Eu sei que naul li e zuei essa fic la na plus velha (a anterior a essa)
mas agora eu li e ta bem legal ^^
Garotinha Qualquer
Não leu e zoou de bobeira.

Você tomou as dores do Lickitung pelo que eu falei na Fic dele e me mandou fazer melhor.

Eu lhe disse que já havia feito e você nem se deu ao trabalho de ler para provar e saber se o que você disse tinha fundamento. Preferiu ir na onda do outro e ficar de sacanagem.


Mas beleza, não tem mais problema. Só espero que você agora pare pra pensar um pouco antes de falar besteira.
Raul
Realmente repostar é muito ruim \o
Espero que o fórum não de mais problemas !
SObre o primeiro capitulo só tenho a dizer que sempre gosto dele, mas pra ser sincero acho mais cansativo do que os próximos. Desta vez reparei mais no emocional dos personagens e ficaram ótimos \o/ Halaka apesar de 8 anos é bem madura, porém ainda tem 8 anos e tem atitudes de pessoas de 8 anos, como se esconder embaixo da cama. Ficou muito boa a personalidade da garota e você soube mante-la nos outros cap. Mais uma vez parabéns !

xD Acho que você não é a única com dificuldades para escolher nomes, é difícil escolher um bom nome pra um personagem. Confeço que sempre que penso numa história fico procurando nomes pelo google / orkut :D
Sir Charizard
Tinha lido apenas o primeiro capítulo da fic, mas acho que nunk cheguei ao final. Tadinha da Halaka...
Na primeira vez que li, não gostei tanto, mas agora sim gostei.
Huki
Lannah *-*
Bom, não tenho muito a dizer pra sua fic
Ela é simplesmente perfeita *O*
Adoro ela de coração ;D

Nota 10

MAis caps Lannah *-*
Luke
Que Saco. Agora Lannah tem outra desculpa pra num terminar de escrever Cap 10.
Tô de olho Lannah.
Marcação leka.
Garotinha Qualquer
Cara, falta só a ultima parte... Eu to esperando tu ficar on no MSN pra você ser o Beta-Reader *O*
Masamune++
Uau! Muito boa! Não tinha lido essa no fórum finado não... não sabia o q tava perdendo... aguardo ansioso pela continuação =)

Agora, queria ver vc escrevendo uma de pokemon, acho que ficaria muito bom!
Raul
Lannah num gosta de poke o/
Pena ! xD~
IA ser bem legal uma fic de poke by Lannah !
Garotinha Qualquer
Capítulo II – Perguntas


.Parte 1

“-Huff...Huff...”
A pequena Halaka corria assustada pela floresta escura e sombria. Sentia muito frio e cansaço, porém estava sendo perseguida pelos dois homens de capa que estiveram em sua casa. A menina tropeçou e um dos homens, puxando uma adaga de dentro de sua capa, cortou-lhe a garganta
.

-Halaka!
-Ah! –
Halaka acordou sem fôlego.
-Pesadelos novamente? – Perguntou uma garota que observava Halaka do outro lado do quarto.
-Sim, Mei. – Disse Halaka abatida sentando na cama. – Estão cada vez mais freqüentes.
-Não se preocupe. – Mei sentou ao lado de Halaka – Hoje é o grande dia.


Já se faziam dez anos que Halaka perdera os pais. Ela foi adotada por um casal de camponeses e ao completar 15 anos, foi para Canaban, e entrou para a academia de Espadachins.
Mei era oriental, tinha a mesma idade de Halaka e era até que muito bonita. Tinha cabelos pretos e muito lisos, porém usava um corte de cabelo bem curto, tanto que às vezes podia ser confundida com um menino. Ela e Halaka se conheceram no primeiro ano da academia de Espadachins de Canaban. Desde então, ficaram muito amigas e agora dividiam o quarto.

...


.Parte 2

Era uma manhã alegre no reino. Os preparativos para o festival de Primavera já estavam quase terminados, e as pessoas pareciam muito animadas com isso.
Halaka e Mei caminhavam calmamente pela rua em direção à academia.

-Não deveríamos ter saído tão cedo. – Murmurou Halaka ainda sonolenta.
-Ah, que isso! – Mei disse alegremente – É nossa primeira missão oficial como verdadeiras Espadachins do reino de Canaban! Não está animada?
-Não tanto quanto você! –
Respondeu rindo. – Preferia estar dormindo!
-Que nada! Agora vamos fazer missões de verdade! Nada de ficar ajudando senhoras a atravessar a rua!
-Nós... Nunca fizemos isso, Mei.
-AH! Você me entendeu!


Mei saiu correndo até a porta da academia, e começou a procurar por seus nomes no quadro de avisos. Deu um pulo de alegria quando os encontrou e começou a gritar para Halaka o quão emocionante aquilo tudo era.

-Ok, agora pode parar de berrar e me dizer o que temos que fazer? –
Disse Halaka tapando os ouvidos.
-Ah sim, claro! – Sua amiga realmente parecia muito feliz – Bom, foi informado que uma gangue de assaltantes fez de uma clareira na floresta seu novo esconderijo.
-E...?
-Temos que ir lá e acabar com eles!
-Sozinhas!?
-Sim, sozinhas! Parece que finalmente reconheceram meu potencial! –
Mei começou a sacudir sua espada no ar.
-Erhm....
-Ah sim... Tem você também... Suas habilidades dão pro gasto.
-Ei!! Eu ganhei de você em todas as lutas.

Mei fingiu não escutar e agarrou o braço de sua amiga, arrastando-a para a floresta.

...


.Parte 3

As duas andaram pela floresta cautelosamente, até que chegaram ao esconderijo e perceberam que os assaltantes eram apenas três homens muito magros. Mei, prepotente como sempre, caminhou até os homens e disse:

-Sou uma espadachim de Canaban, e vim aqui para prende-los e depois acabar com vocês! Não necessariamente nessa ordem.

Os homens se entreolharam e rapidamente pegaram suas adagas, partindo para cima de Mei numa velocidade absurda. Halaka suspirou, pegou sua espada e foi à luta. Mei conseguiu derrubar um deles, e estava pronta para matá-lo - pois tinha permissão caso os bandidos resistissem - quando o mesmo fez um corte em sua mão.

-Agh!

Mei recuou e se preparou para avançar novamente, quando Halaka interviu e perfurou a barriga do homem que estava no chão.

-Menos um. – Disse indiferente.

As duas continuaram a lutar, porém, tinham certa desvantagem já os homens apesar de serem magros eram muito ágeis.
Por um breve momento, Halaka pensou ter visto o homem de capa observando a luta de longe e se distraiu, dando chance do inimigo golpeá-la. Mei não exitou e acertou em cheio as costas do homem, fazendo-o cair no chão sangrando. Atacou mais uma vez e o matou.

-Menos outro – Mei falou confiante.

O último homem olhou para trás e simplesmente fugiu.

-Não vamos atrás dele? – Perguntou Halaka.
-Não... Acho que esse não volta mais – Respondeu rindo.
-Hum... Se você diz. – Halaka olhou em volta – Ah, os pertences roubados... Onde será que estão?
-É verdade, não estou vendo eles em lugar algum. Acho que esses ladrões têm outro esconderijo por aí, mas não vamos nos preocupar com isso agora. Nossa missão era só acabar com eles.

...


.Parte 4

Cansadas, Halaka e Mei voltavam conversando pela floresta. Mei ficava simulando a batalha. Balançava sua espada no ar, pulava, gritava.

-Você viu como eu acabei com eles? – Disse ela eufórica.
-Claro... Até que você tomou o cortezinho na mão e recuou... Coitadinha! – Halaka respondeu rindo.
-Isso não tem graça! Não foi assim que aconteceu!

Mei começou a dramatizar como seria a cena se ela tivesse atacado o homem que lhe cortou a mão. Deu um salto quando...

-Sorte que eu estava lá para salvar o dia! – Halaka inesperadamente pulou na sua frente.
-Mas o que?! – Mei tropeçou e caiu por cima de sua amiga, que ria bastante.

As duas permaneceram no chão, rindo, até que Mei parou de rir e começou a encarar Halaka seriamente.

-O que fo...

Mei aproximou seu rosto do de Halaka e a beijou nos labios antes que essa mesma pudesse terminar a frase. Percebendo o que tinha acabado de fazer, Mei rapidamente se afastou e sentou perto de uma árvore, olhando para o nada.

-O que foi isso? – Perguntou Halaka confusa.
-Na....Nada. – Respondeu Mei ficando muito vermelha, ainda fitando o vazio.

Halaka preferiu não falar mais nada. Continuou deitada no chão fitando o céu azul da mesma cor de seus olhos. Perdeu-se em seus pensamentos.

“Será que aquele homem realmente estava nos observando lutar?”
“Porque o último ladrão fugiu? Ele não parecia ter medo de perder.”
“O que aquilo que acabara de acontecer realmente significava?”


Eram muitas perguntas sem resposta.
Raul
Esse capítulo é muito bom ! o/ que venham os próximos !
Você aborda um tema polêmico nesse capítulo, tão polêmico que algumas pessoas vão aprontar o escambau xD~~ e os ignorantes vão parar de ler aqui xD
Sir Charizard
Surpreendente
Parabéns Lannah
ash 2007
Muito boa essa fic!!!Não desista de continuar!!!Ela é realmente uma ótima fic smile.gif
Hirok Kojiro
Como sempre ótimo!! Traga logo os outros capítulos!! Sua fic está demais!!
GabrieliosP
Eu tinha lido essa fic no fórum anterior, e também na PokéPlanet, a estória está ótima! E digo isso porque já passou do 7º cápitulo, mas não se preocupe, meus lábios são um túmulo, e não vou contar nada!

Nota: 10,0

Tobi
Já li essa fic na my... alguma coisa,gostei muito dela mais não leio mais nem os capitolos que nao li ainda
Garotinha Qualquer
Capítulo III – Descobertas



.Parte 1

Era noite no reino de Canaban, porém, não era qualquer noite. Era a noite anterior ao dia do Festival de Primavera, o dia mais “animado” de todo o reino. Nele as pessoas não trabalhavam e as crianças não estudavam. Todos se divertiam... Menos os espadachins de Canaban.

-Não acredito que temos que ficar de guarda! – Reclamou Mei furiosa.
-Realmente, agora que viramos espadachins de verdade, não temos quase nenhum dia de folga. – Respondeu Halaka enquanto se preparava para dormir. – Temos que ficar de babá para esses bêbados vagabundos.
-Pois é! Nós temos que ficar “mantendo a ordem”. Mas que droga! Nunca houve um ataque no dia do Festival! Porque teria amanhã?
-Verdade. Eu preferia estar bebendo –
Halaka riu. – Boa noite Mei.
-Boa noite Hally.


Com isso, cada uma deitou em sua cama. Porém, Halaka não conseguia dormir. Algo a incomodava.

-Hally... Está acordada? – Perguntou Mei de repente.
-Com você falando fica difícil. – Respondeu Halaka divertida, tentando disfarçar – O que foi?
-Bom... Sinto muito por hoje mais cedo. Eu não devia... Foi impulso.
-Entendo... Acho.
-Eu... Simplesmente sou assim.
-Mas eu não. –
Respondeu Halaka sem pensar e rapidamente se arrependendo de ter usado um tom tão forte.
-Desculpe. – Mei parecia um pouco constrangida.
-Não precisa ficar se desculpando. – Halaka sorriu para sua amiga. – Não é típico de você, super-espadachim-de-Canaban-que-prende-e-acaba-com-as-pessoas-não-necessariamente-nessa-ordem.
-Ha! Sem graça! –
Mei riu e atirou seu travesseiro em Halaka, mas errou e ele acabou caindo pela janela.
-Daria uma ótima arqueira!

As duas gargalhavam e conversavam alto, quando alguém do quarto ao lado começou a gritar:

-CALEM A BOCA! EU QUERO DORMIR!
-Hei! –
Respondeu Halaka – Cuidado! As super-espadachins de Canaban vão prender você!

Depois de mais algum tempo rindo, as duas finalmente foram dormir. Halaka não parecia tão incomodada quanto antes. Adormeceu logo.

...


.Parte 2

Como de costume, Halaka e Mei caminhavam pela rua conversando. Tentavam adivinhar o que teriam que fazer durante o festival.

-Vigiar os portões? – Perguntou Mei.
-Acho que não... Seria maldade. – Respondeu Halaka – E se nos colocassem para vigiar a Praça central, onde a maior parte do Festival acontece?
-É! Tem que ser lá!
-Tomara que seja!


As duas correram para a academia de espadachins para receberem as ordens.

-Droga! Tenho que ficar vigiando perto do beco ao lado da Estalagem. – Disse Halaka indignada.
-Oba! Eu vou ficar na Praça central! – Mei estava contente.
-Filha da...
-Ok, ok! Sem palavras de baixo calão! –
A oriental sorriu vitoriosa – Eu tento fugir um pouco do meu posto e levo alguma bebida pra você.

Após o dialogo, elas se despediram e foram para os lugares marcados. Ao chegar lá, Halaka viu que o lugar estava até que muito quieto. Não tinha muita gente, a exceção de duas crianças brincando com uma bola e um homem sentado no chão, dormindo. Ele usava vestimenta de monge, e seu rosto estava coberto por um capuz.

“Ótimo” Pensou Halaka. “Agora tenho que ficar aqui, entediada, vigiando esse maldito lugar. Ainda por cima, tem um monge bêbado ali.”

...


.Parte 3

Horas se passaram e Halaka já estava quase adormecendo quando de repente, escutou um barulho. Sem pensar duas vezes, olhou para o monge, mas este continuava dormindo no mesmo lugar de antes. Halaka pensou ter sido sua imaginação, quando escutou passos.

-Mei? – Ela perguntou.

Um vulto passou na sua frente, era muito rápido.

-Quem está aí? – Perguntou novamente pegando sua espada.

Do nada, uma figura apareceu diante de Halaka. Era um dos homens de capa. Serviçal de Zanthor.

-O... O que você quer? – Gaguejou Halaka.

O homem não respondia. Mantinha-se parado diante de Halaka.

-Diga a que veio! – Disse ela apontando sua espada para o pescoço do homem – Imediatamente.

O homem sumiu. Halaka olhou para os lados, mas quando menos esperava, foi golpeada violentamente nas costas, a ponto de ir para frente e bater com o rosto na parede. Caiu no chão e não conseguia se mover. Enxergava um pouco, mas via embaçado. Viu o homem de capa se aproximar, quando de repente o monge se levantou e o atacou.

“Mas o que...?”

Parece que aquele tempo todo o monge não estava dormindo afinal. Halaka não conseguiu assistir a luta. Perdeu seus sentidos.

...


.Parte 4

-Acho que ela está acordando. – Disse uma voz masculina.
-Está sim. – Halaka conhecia essa voz... Era Mei – Hally?

Halaka abriu os olhos lentamente, ela estava deitada em uma das camas da estalagem. Sua testa doía um pouco, talvez por causa da batida contra a parede. Olhou para o lado e viu Mei e o monge a observando.

“Ele é... Lindo!”

De fato, o monge era muito bonito. Aparentava ter a mesma idade de Halaka e Mei, era louro e tinha olhos castanhos. Ele parou pensativo e disse finalmente:

-Você é uma gracinha, sabia?
-O que... Não devia di... Você é um monge! –
Halaka não conseguia terminar suas frases.
-Um monge tarado a meu ver. – Disse Mei secamente.
-Ei, ei, ei! Calminha aí! Eu conheço essa história que monges não devem pensar nesse tipo de coisa e blá, blá, blá.- Disse ele. – Mas eu sou homem também, sabiam?

Halaka e Mei se entreolharam.

-Ah, que isso! E além do mais, não sou monge porque quero! Meus pais é que me obrigaram! – Ele olhou para Halaka – E você provavelmente é espadachim porque seus pais quiseram! Certo?

Halaka engoliu seco e sentiu seu estomago afundar. Mei percebeu e rapidamente tentou chamar sua atenção para outra coisa.

-Ah! Hally! Você deve estar se perguntando o que aconteceu após você desmaiar certo?
-Hum, claro. –
Respondeu ela.
-Foi o seguinte... – O monge começou a falar.
-Cale a boca! – Disse Mei. – Nós nem sabemos o seu nome!
-Grosseria a minha! O nome é Lukah, muito prazer. –
Lukah sorriu.
-Ok, fica quieto aí. – Mei retrucou.
-Olha só, você é muito nojentinha sabia? – Respondeu ele.
-Nojentinha é a...
-PAREM DE BRIGAR! –
Gritou Halaka. – Será que podem parar com isso e, por favor, me dizerem o que aconteceu?
-Certo. –
Disse Lukah – Vou resumir: Esses homens de capa são servos de Zanthor, um ser horrível e cruel. Não é possível dizer se é realmente humano, pois tem uma aparência estranha. De qualquer forma... Você sabe algo sobre aqueles homens?
-Na verdade... 10 anos atrás, dois deles entraram em minha casa. –
Respondeu Halaka
-E...?
-Pareciam procurar algo, mas não encontraram. Só que...
-O que?
-Mataram meus pais. A única coisa que eles levaram foi o amuleto do meu pai. Uma espécie de pedra com um...
-Desenho... Eu sei disso. –
Ele completou.– Meu mestre me ensinou algumas coisas sobre esses homens... Bom, são criaturas na verdade... Não são humanos sabe?
-E o que queriam comigo?


Lukah parou por um momento e depois disse:

-Não faço a mínima idéia.
-Previsível. –
Murmurou Mei.
-Mas, podemos ir até meu mestre e talvez ele nos ajude. Quem sabe?
-É... Pode ser. –
Concordou Halaka. – Mas, onde o homem de capa foi?
-Ah, fugiu. –
Sua amiga respondeu.
-Verdade... Eles fazem isso na maioria das vezes. – Completou o monge.

No dia seguinte pela manhã, Halaka e Mei pegaram seus pertences e foram até a academia de Espadachins de Canaban. Disseram que tinham que se ausentar durante alguns dias e depois de algum esforço, conseguiram permissão para partir.
Caminharam até o portão norte do Reino aonde deveriam encontrar Lukah, que por sua vez estava dando em cima de uma moradora da região. Halaka, corada, passou direto. Mei veio por trás, agarrou a gola da veste do monge e o arrastou até o lado de fora de Canaban. Estavam prestes a começar sua busca por respostas.
Luke
Esse é meu cap favorito
tem o Lukah, que me lembra muito... eu mesmo.
e ainda chama Lukah, got it? Luke , Lukah , Lucas.

mesmo pela 34º vez que eu leio, ainda dou risadas,
beijos amigáveis na sua boca.
hahah.
Hirok Kojiro
Pra mim esse eh o melhor capítulo (Tá! Eu só li 4 cap. mas ainda sim é o melhor!)! Quase temos um filha da ____(Mulher de vida fácil) e um Nojentinha é a __ ( Não tenho certeza mas pode ser alguma parente)!!!
Mesmo assim continua muito bom!! Traz logo os outros capítulos!...
Ronan
Como sempre muito boa a fic, tah de parabens ^^
Tekaya
Eu gostei da sua fic... Ela trata de assuntos bem polemicos, como o do monge bem novo, o mais novo deles. Eu gosto disso porque eh bem realista... Parabéns, Nota 10 pra sua fic...
Garotinha Qualquer



Capítulo IV – Desconfianças



.Parte 1

Passaram poucas horas desde que Halaka, Mei e Lukah deixaram Canaban. O dia se mostrava quente e sem nenhum sinal de chuva. As duas amigas conversavam animadas sobre a sua nova aventura e como seriam as coisas dali em diante.

- E se você for algum tipo de deusa das trevas reencarnada? – Perguntou Mei divertida.
- Não acho possível. – Respondeu Halaka rindo. – Senão já teria te matado!

Lukah, por outro lado, estava muito quieto. Não conversava nem ria, apenas pensava.

- Qual será o problema dele? – Sussurrou Halaka.
- Não sei não. – Respondeu sua amiga dando de ombros.

...


.Parte 2

Muito distante de Canaban, em um antigo templo abandonado, uma figura cadavérica falava em uma língua desconhecida.

- Acho que não está funcionando. – Disse secamente um homem às suas costas.

A criatura grotesca parou de proferir as palavras estranhas.

- Calado! Está me desconcentrando.
- Zanthor... Mi lorde. Só estou dizendo que...
- Silêncio! –
Esbravejou Zanthor.
- Sinto muito, mestre.

O homem então se calou para que seu mestre pudesse recomeçar o encantamento.
Nesses 10 anos que se passaram desde a morte de Zuko e Maya Orien, a aparência de Zanthor mudou muito. Estava mais magro, mais pálido e seus olhos pareciam bem mais fundos e negros. A sua aparência era assustadora, parecia deformada de tanta maldade.

“Kaikonor... Geshtameh... Azarath!”


Com essas palavras, o templo todo se iluminou, e uma passagem se abriu. Zanthor e o homem passaram pela abertura e caminharam até uma câmara que era muito grande e bonita, cheia de pinturas enormes ao redor, porém, os dois só pareciam se interessar na estátua que estava no centro. Esta mesma representava uma mulher e fora feita em tamanho real.

- Finalmente! – Disse Zanthor. – Depois de tanto esforço, nós conseguimos.
- Ainda falta algo. –
O homem falou.
- Não será muito difícil. – Respondeu Zanthor que logo em seguida começou a rir.

As risadas malignas dos dois ecoaram por todo o templo. Estavam quase completando o seu objetivo.

...


.Parte 3

Estava começando a escurecer, quando Lukah finalmente falou:

- Teremos que parar na vila mais próxima para passarmos a noite. Continuaremos amanhã pela manhã.
- Hum... Certo. –
Respondeu Halaka.
- Poxa! Acampar seria divertido. – Disse Mei.
- Não. – Lukah estava sério. – É perigoso.
- Pra mim tanto fa... O que foi isso? –
Disse Halaka parando de falar e olhando para os lados.

Uma árvore balançou. Lukah e Mei pararam de andar também e ficaram atentos aos barulhos.

- Escutaram isso? – Perguntou Lukah. – Acho que fomos seguidos.
- Preparem-se. –
Disse Mei.

As duas espadachins pegaram suas espadas e largaram as mochilas no chão. Lukah também deixou sua mochila no chão e ficou parado, escutando e esperando. De repente, um vulto passou por eles e um dos serviçais de Zanthor, apareceu no meio dos três.
Halaka partiu para cima dele e Mei fez o mesmo. Lukah não se aproximou, ficou parado esperando algo acontecer.

- Não vai ajudar? – Disse Halaka recuando.
- Tem mais deles. – Respondeu Lukah.
- Como sabe? – Halaka parou um pouco.
- Eu sinto.

Antes que Halaka pudesse dizer algo, outro “homem” de capa a atacou por trás, mas dessa vez Lukah reagiu, e o acertou em cheio.

- Obrigada. – Agradeceu Halaka.
- Não agradeça. Lute! – Disse Lukah avançando em outro inimigo que chegava.

Com isso, Halaka começou a atacá-los também. Mei foi arremessada contra uma árvore e caiu um pouco atordoada. Ela se levantou e partiu novamente para o ataque, mas foi bloqueada por dois outros inimigos que apareceram do nada.
Eles lutaram por um bom tempo. Halaka derrotou dois e Lukah também, porém, Mei não parecia estar lutando com muita seriedade. De repente, um dos inimigos apareceu diante de Halaka e preparou-se para acertá-la direto no coração, mas Mei foi mais rápida e bloqueou seu ataque, fazendo-o recuar.
Ele foi para trás e o capuz caiu. Ele era um homem de verdade, não uma criatura como disse Lukah. Tinha cabelos negros compridos e lisos e seus olhos eram assustadoramente vermelhos. Mei o encarou friamente por uns momentos. O homem então fez um gesto com a mão e depois virou as costas e foi embora, desaparecendo no nada. Assim fizeram todos os outros inimigos.

- Que foi isso? – Perguntou Halaka olhando para Mei.
- Isso o que...? – Respondeu Mei como se nada tivesse acontecido.

...


.Parte 4
Finalmente chegaram à cidade. Já era noite, e eles foram para uma estalagem.

- Dois quartos, por favor. – Disse Lukah para a senhora do balcão.

Lukah entregou uma chave para Halaka e disse:

- Boa noite. Amanhã de manhã bem cedo partiremos.
- Boa noite. –
Respondeu ela educadamente, porém, Mei não disse nada.

Halaka foi para o seu quarto e Mei começou a segui-la, mas Lukah segurou seu braço. Ele encarou a oriental por uns segundos, até que esta o empurrou para que soltasse seu braço.

- Não me toque. – Disse ela.

Mei virou as costas e entrou no quarto de Halaka. Lukah ficou parado por um tempo, pensando, mas logo entrou em seu quarto.

- Porque acha que o homem fugiu? – Perguntou Halaka.
- Não sei. – Respondeu sua amiga. - Deve ter percebido que não é páreo para mim.
- Ah é, sei! –
As duas riram. – Bom... Vamos descansar.
- Ah sim! Nós bem que merecemos. –
Mei sorriu.
- Boa noite Hally.
- Boa noite Mei.
Tekaya
Mtu bom... Impressão minha ou aconteceu alguma coisa com a Mei no meio da luta? Bem, parabéns... Continua uma fic nota 10. Eu tenho umas fics pra recomendar na minha assinatura depois de terminar de ler umas ai... Vc se importa q eu koloque a sua?

Flws
Garotinha Qualquer
Não, não...
Na verdade, eu até agradeço. ;]
Hirok Kojiro
Mais uma vez, um ótimo capítulo! Agora que começa os capítulos que eu naum tinha lido! Traga-os logo, por favor!
Grato pela atenção, subscrevo-me,
Hirok Kojiro
Sir Charizard
Os dois últimos capítulos foram ótimos, como sempre.
E o relacionamento entre os três personagens, Lukah, Halaka e Mei é mto boa.
E que venham os próximos biggrin.gif
Garotinha Qualquer

Capítulo V – Desesperança




.Parte 1

“Já passava da meia-noite e estava muito frio. Halaka não conseguia dormir, estava muito atenta aos barulhos a sua volta. Escutava passos no corredor, mas sabia que nenhum inimigo seria idiota o bastante para fazer tanto barulho, até porque, aqueles homens de capa eram rápidos e silenciosos.
Ela já estava quase adormecendo quando de repente, aquele homem horrivel apareceu no quarto. Os mesmos olhos vermelhos a encarando assustadoramente. Tentou gritar, mas não conseguia. Tentou se mover e pegar a espada, mas também não podia. O homem então, sumiu e re-apareceu sobre sua cama, ergueu a mão e a acertou com toda força na altura do coração.”


Halaka gritou e acordou, estava suada e ofegante. Nada havia acontecido, era só mais um dos pesadelos. Ela olhou para o lado, mas Mei não estava lá.

“Foi caminhar... Como de costume.” Pensou ela.

- Tudo bem aí dentro? – Perguntou Lukah, que batia na porta.

Halaka se levantou, caminhou e abriu a porta:

- Tudo... Foi só... Um pesadelo. – Respondeu a jovem.
- Certo... Fiquei preocupado.

Halaka sorriu, não sabia o que dizer.

- Bom... Arrumem-se vocês duas, porque daqui a pouco vamos partir. – Disse ele.
- Mei... Não está.
- Como disse?
- Mei saiu... Bom, de vez em quando ela costuma sair de manhã bem cedo pra caminhar.
- Caminhar, é...? –
Lukah parou por uns instantes, mas logo tornou a falar. – Não temos tempo para isso!
- Não se preocupe logo ela vai voltar.


Com essas palavras, cada um foi para seu quarto se arrumar.

...


.Parte 2

Muito distante dali, Zanthor e o homem de capa ainda estavam no templo. O “Lorde das Trevas” parecia de certa forma, muito animado.

- Então... Já temos o Anel de Tabatha, o Cinturão de Nero, a tiara de Miandra e finalmente...

Zanthor tirou de uma bolsa velha e rasgada o amuleto que havia roubado.

– O colar de Zuko! – Disse ele colocando o colar na estátua.

Ele parou, virou-se para seu servo e sorriu maldosamente.

- Mas ainda falta algo. – Disse calmamente o homem.
- Claro que falta! – Retrucou Zanthor. – Mas para isso, precisamos de paciência.
- Porque você insiste nisso? Eu poderia trazê-la a força!

O homem retirou sua capa, seus longos cabelos negros se soltaram e seus olhos vermelhos ficaram a mostra. Era o mesmo indivíduo que atacara Halaka.

- Você não entende nada... Não é mesmo, Ragnar?

Zanthor fechou os olhos e o lugar ficou muito frio e escuro. Ragnar continuou parado, como se seu mestre não o intimidasse.

- Deixe-a vir por conta própria.
- Não acho que ela virá por espontânea vontade se souber do que se trata.
- As devidas providências já foram tomadas. Além disso... –
Zanthor fez uma pausa. – Ela tem quem a influencie.

Ragnar riu sarcasticamente. O lugar fez-se claro novamente e Zanthor se encontrava parado diante da estátua. Ele ergueu sua mão esquelética e tocou o colar.

“Tenebra”

...


.Parte 3

Algum tempo depois, Halaka e Lukah já estavam prontos. Pegaram suas coisas e sentaram em uma das mesas que haviam do lado de fora da estalagem.

- Então aonde vamos exatamente? – Perguntou Halaka.
- Bem... Vou lhe mostrar. – Lukah pegou um mapa de sua mochila e o abriu sobre a mesa. – Estamos aqui, nesse pequeno vilarejo.
- Sim, e...?
- Está vendo esse bosque aqui? –
Ele apontou para o mapa.
- Ah sim, o que tem ele?
- É pra lá que va...


Lukah foi interrompido pela chegada barulhenta de Mei. Esta mesma vinha correndo balançando algo no ar.

- Um pergaminho? – Perguntou Halaka que observava sua amiga ofegante.
- Huff... Nossa! Eu corri bastante. - Mei sorriu e jogou o pergaminho em cima da mesa.
- Onde foi e o que é isso? – Perguntou Lukah.
- Bom, eu fui caminhar. Eu costumo fazer isso, sabe como é. Aí no caminho eu achei isso.
- Mas nós não podemos ficar perdendo tempo...


Antes que Lukah terminasse sua frase, uma mulher alta, loira dos olhos verdes claros o interrompeu.

- Com licença. Isso é meu. – Ela apontou para o pergaminho que estava em cima da mesa.
- Eu achei isso no bosque... – Respondeu Mei.
- Ah, fique quieta. – Lukah se levantou rapidamente e pegou o pergaminho. – Nós estávamos nos perguntando de quem seria este pergaminho, para podermos devolvê-lo.

Ele parecia muito interessado pela mulher, que era realmente muito bonita.

- Então... Obrigada. – Disse ela pegando o pergaminho. – Na verdade, eu preciso de ajuda. Será que...
- Claro! –
Respondeu ele abobado. – Qualquer coisa!

Halaka e Mei se entreolharam e a mulher sorriu. Ela mexeu em seus longos cabelos lisos e suas orelhas ficaram a mostra.

“Uma elfa?”
Pensou Halaka.

A elfa percebeu que a jovem a observava e rapidamente jogou seus cabelos para frente, escondendo suas orelhas pontudas novamente.

- O que precisa? – Perguntou o monge.
- É o seguinte, este pergaminho é muito importante e eu preciso levá-lo para o mestre Khalmyr. Ele vive no bosque.
- Que ótimo! É pra lá que nós vamos. –
Ele sorriu. – Quer ir junto?
- Ah, será ótimo ter sua companhia! –
Ela colocou a mão no braço de Lukah. – Eu não sou forte o suficiente, mas sei usar arco e flecha. Eu agradecerei pela ajuda do jeito que você preferir.

Lukah sorriu. Halaka sentiu-se enojada e teve vontade de puxar sua espada e ataca-la.

- Ah, meu nome é Wynna!
- Eu sou Lukah e essas são Malaka e Hei. –
Ele respondeu sem prestar atenção no que dizia.
- Mas que diabo...? Sou Mei e ela é Halaka. – Disse a espadachim.
- Certo, certo... – Wynna respondeu e depois se voltou para Lukah. – Vamos então.

Ela o segurou no braço de Lukah e os dois começaram a andar e a conversar, sem dar importância para as duas que ficaram para trás. Halaka ficou muito vermelha e de mal-humor. Pegou suas coisas e começou a andar também.

- Hei! – Mei correu para perto de Halaka.
- Não enche.
- Ah, tudo bem que é uma vagabunda oferecida... – Disse Mei sorrindo. – Mas tem que admitir: Sua beleza é... Hipnotizante.

As duas então continuaram andando e conversando, enquanto mais a frente, iam Lukah e Wynna. Apesar do leve ciúme que Halaka sentia, ela realmente não confiava na elfa.

- Ora relaxe! – Disse Mei animada. – Qualquer coisa... Eu estou aqui.

Ela piscou um olho e Halaka começou a rir. Pelo menos ela tinha alguém para lhe animar.
Hirok Kojiro
Ótimo capítulo! 10/10
To doidinho pra ver os próximos!!
Tekaya
mtu bom msm xD A Mei tem um parafuso a menos msm ou eh soh impressão? Fiko mtu bom... mas essa historinha d "tem quem a influencie" jah m deu uma suspeita. Claro, c for um dos presonas que jah apareceram na fic ^^ Mtu bom dnovo. 10/10. não 1000/10, pq sua fic tah mtu boa msm... pelo menos eh mais interessante do que... "Pokébola vai!"

Flws!
Sir Charizard
Muito bom o capítulo, mas eu tenho uma falha a apontar...
JÁ ACABOU?????
Quando o episódio começa a ficar bom de verdade, acaba!
Vacilo hein...
Tobi
Eu sei como vai acaba,Lannah é previsível demais quando escreve uma coisa,é mais fácil do que joga ping pong,numa sala preta com uma mesa preta e bola preta.
Garotinha Qualquer
... Tobi, pela ultima vez:

Pare de floodar nas Fics, ou será presenteado com mais um Warn.
Se você não gosta do Autor e NEM se deu ao trabalho de ler, NÃO COMENTE.

Avisado.
Ray~
Lannah, se ele já tem 30% de Warn, pode dar Warn direto, sem avisar ;o
Agora, fica ao seu critério.
Garotinha Qualquer
Se ele der outro puta spoiler que eu deletei sem dar Warn nem nada, eu vou dar 50% (lol /runz).
Leo Goela
Você ainda quer post pra não fazer DP? ;P
Garotinha Qualquer
Oh, obrigada Leo-Leo *0*

--


Capítulo VI – Decepção




.Parte 1

Eles finalmente chegaram ao bosque. Estava mais frio do que no vilarejo e às vezes, podiam-se escutar alguns pássaros cantando.

- Quanto tempo vai levar? – Perguntou Mei entediada.
- Ele não vai responder. Está muito entretido com sua nova ‘amiga’. – Respondeu Halaka sarcasticamente.
- Ah! Vai sim.

Mei sorriu e apanhou uma pedrinha no chão. Mirou com cuidado e atirou na direção da cabeça de Lukah, mas errou e a pedra bateu em Wynna.

- Você é muito ruim. –
Sussurrou Halaka que tentou conter o riso.

A elfa olhou para as duas que estavam atrás com ar de superioridade e deu um sorriso amarelo, fingindo estar achando graça. Quando Wynna voltou a olhar para frente, Halaka e Mei começaram a rir baixinho.

- Não era minha intenção, mas valeu a pena. – Disse a espadachim.

Lukah parou de andar e disse:

- Aqui estamos! Esconderijo do mestre Khalmyr.
- Esconderijo? –
Perguntou Halaka.
- Sim. Ele se esconde aqui, pois os servos de Zanthor sempre tentam ataca-lo. É um bom lugar para se esconder, nenhum mal-feitor pensaria em procurar nesse bosque.

Wynna deu alguns passos em direção à cabana e pegou o pergaminho que havia guardado em sua bolsa.

- Muito obrigada pela ajuda, podem continuar com sua ‘aventura’. Tchau!

Ela parecia muito ansiosa, começou a andar rápido para a entrada, mas Lukah segurou seu braço.

- Para que a pressa? Também viemos falar com ele. –
Ele sorriu.

Wynna abriu a boca para falar algo, mas logo a fechou. Fez uma pausa e finalmente disse:

- Eu vou entrar primeiro. Sozinha. Não demoro.
- Sozinha? Por que não podemos ir todos juntos e falar com esse velho de uma vez? –
Disse Mei.
- Ora, ela deve ter algo muito importante para falar com ele! – Retrucou Lukah - E não o chame de velho!
- Isso! É algo muito importante... E... Confidencial. É! Isso aí, confidencial.


Com isso, a elfa entrou apressada na cabana.


...



.Parte 2


- Há quanto tempo ela está lá?! – Perguntou Mei que parecia muito impaciente.
- Pouco tempo, acalme-se. – Respondeu sua amiga.

Halaka estava sentada no chão, encostada em uma árvore. Mei andava em círculos, frustrada. Lukah também estava sentado no chão, mas olhava o mapa.

- Então... Foi esse Mestre Khalmyr que te ensinou a ser monge...? – Perguntou Halaka tentando puxar assunto.
- Não, não... Eu não sou monge de verdade. – Respondeu Lukah.
- Dá pra perceber. – Disse Mei.
- Então por que usa essas roupas?

- Ah, eu já fui monge. Como eu disse, meus pais me obrigaram. Mas eu conheci o Mestre Khalmyr, e desisti de ser monge. Nunca levei jeito mesmo.- Ele continuou. – Eu decidi ficar com a roupa porque ela é confortável e acima de tudo... Atrai as mulheres.

Lukah sorriu para Halaka, que por sua vez riu.

- Nossa... Que ótimo motivo. – Disse ela.
- Tinha que ser um babaca mesmo. – Sussurrou Mei.

De dentro da cabana, começou a sair uma voz estranha. Ela falava em outra língua.

- Nossa, a voz do seu mestre é bem... Macabra. – Disse Halaka.
- Não é a voz dele. – Lukah se levantou preocupado. – E com certeza não é a voz da Wynna.

Mei correu para a porta e tentou escutar o que acontecia lá dentro.

- Eu não sei o que estão dizendo. – Falou a oriental. – Mas tenho certeza de que boa coisa não é.
- Saia da frente!

Lukah puxou Mei e chutou a porta. Wynna segurava o pergaminho aberto e lia uma espécie de encantamento. Um homem velho, corcunda, de cabelos brancos e barba flutuava à sua frente. Ele parecia paralisado, mas não estava morto.

- Mas que diabo...? – Lukah recuou.

Wynna começou a ler mais rápido, tinha que cumprir seu objetivo! Sem pensar, Mei pulou e a atacou, mas a elfa se desviou e continuou lendo. Rapidamente, Lukah avançou e puxou o pergaminho, rasgando-o no meio.

- Droga!


Wynna se desequilibrou e começou a murmurar de um jeito desesperado algo como “Eu sabia. Eu sabia.”. Ela parecia assustada apesar de quase ter matado Khalmyr.

- Você me enganou. – Disse Lukah que ainda segurava o pedaço de pergaminho.
- Não é muito difícil. – Respondeu a elfa se recuperando. – Você se deixa levar por mulheres muito facilmente. Não pensa com a cabeça de cima.

Lukah ficou parado onde estava. Halaka, que até então estava quieta, começou a falar:

- Eu sabia que tinha algo de errado com você. – Ela puxou a espada. – Você trabalha para aquele Zanthor. Não é?
- Isso não importa. –
Respondeu a elfa.
Então, Wynna rapidamente puxou uma adaga e atirou na direção de Halaka, que se esquivou.

- Mas que droga!
- Ela está fugindo! –
Disse Lukah.

Halaka saiu correndo pela porta. Mei também quis ir, mas Lukah a impediu.

- Fique aqui e cuide do Mestre. – Disse ele para a oriental que não parecia satisfeita. – Por favor.

Relutante, Mei concordou e Lukah foi atrás de Halaka.


...



.Parte 3

Wynna era muito rápida, mas Halaka não ficava para trás. Lukah se aproximava, quando a elfa pegou cinco pequenas bolas de metal e as jogou no chão.

- Façam o seu trabalho!

Gritou ela, fazendo as bolinhas se transformar em criaturas estranhas. Não eram muito grandes, mas tinham chifres e os olhos vermelhos, além do símbolo do colar desenhado nas costas.

“Mas que droga.” Pensou Halaka.

Com isso, ela começou a atacá-los, mas os bichos eram muito resistentes. Três avançaram sobre ela ao mesmo tempo, fazendo-a cair no chão. Lukah chegou para ajudar e começou a atacar também. Halaka se levantou e atacou novamente, mas sem sucesso.

- Os olhos! – Gritou Lukah.
- O que?
- Ataque os olhos!


Já sangrando, e sem ter muitas opções, Halaka pulou e golpeou os olhos de uma das criaturas que fez um barulho ensurdecedor enquanto se debatia.

- Agora as costas! Rápido!

Halaka correu e perfurou as costas do bicho que caiu imóvel. A espadachim então repetiu os golpes em mais uma das criaturas quando Lukah disse:

- Vá atrás dela. Eu cuido do resto.
- Você consegue?
- Vá logo! Eu me viro.


Halaka concordou e saiu correndo na direção em que Wynna foi. Chegou a uma clareira aonde não tinha mais por aonde ir. Olhou em todas as direções quando de repente recebeu uma flechada no ombro esquerdo.

- Se divertiu? – Perguntou a elfa rindo.

Ela se encontrava sobre o galho de uma árvore enorme. Segurava seu arco e fitava a espadachim ensangüentada.

- Patética. – Continuou ela. – Eu poderia matá-la agora, mas aí seria pior para mim.
- Pior é? – Disse Halaka arrancando a flecha.
- Sim. Pois não queremos você morta. – Respondeu Wynna. – Pelo menos, não agora.

Halaka jogou a flecha no chão e puxou sua espada. Apontou-a para Wynna e disse:

- Desça aqui e lute de verdade.
- Ora, por favor. – A elfa sorriu. – Você está em condições deploráveis e eu não tenho permissão para te machucar... Muito.
- Sua covarde. – A espadachim disse baixinho enquanto abaixava a espada.
- O que? – Wynna não gostou do que escutou. – Não diga uma coisa dessas! Eu não sou covarde!

Halaka sorriu maldosamente. Estava chegando aonde queria.

- Você é sim. Sabe muito bem.

- Cale a boca! – Gritou a elfa.
- Venha calar.

Furiosa, Wynna deixou seu arco de lado e puxou suas adagas. Pulou da arvore na direção de Halaka. Em um movimento calculado e muito rápido, a espadachim atacou acertando sua inimiga e fazendo-a bater com força contra uma pedra muito grande que havia no chão. Ela se aproximou da elfa caída, mas ao chegar bem perto, Wynna desapareceu.

- Ora essa. – Halaka olhou em volta. – Era de se imaginar. Todos os servos de Zanthor fogem.

Mesmo dizendo isso, Halaka estava muito atenta aos barulhos a sua volta.

- São todos covardes. –
Continuou ela. - Principalmente você.
- Sua vadia!


Esse foi o erro da elfa. Seu grito ajudou Halaka a encontrá-la. Quando Wynna pulou novamente para o ataque, a espadachim se esquivou rapidamente, e atacou. Foi um golpe preciso, fatal. Perfurou a barriga de Wynna. Halaka tentou evitar, mas sorriu.

- Você não tem idéia de como eu queria fazer isso.


Disse ela para a elfa que agora estava morta diante de seus pés. Suspirou e puxou sua espada de volta. Ficou algum tempo olhando aquela cena, mas logo se virou para voltar à cabana. Afinal, ainda precisava falar com Khalmyr. Lukah estava parado, olhando para ela. Ele tinha alguns ferimentos leves, nada demais.

- Ah! Você está aí... Pelo jeito não teve muitos problemas para acabar com aquelas... Coisas.
- Não são difíceis de destruir quando se pega o jeito. – Ele sorriu.

Halaka começou a andar pelo caminho de volta para a cabana, Lukah fez o mesmo.

- Sinto muito. – Disse ele. – Foi culpa minha ela ter vindo conosco.
- Não sinta. – Respondeu Halaka, parando de andar. – Está feito. Certo?

Ela sorriu e voltou a andar. Os dois então começaram a conversar enquanto voltavam. Halaka realmente esperava que o Mestre Khalmyr pudesse explicar tudo que estava acontecendo.
Hirok Kojiro
Nossa! Achei que a elfa Wynna ia durar mais tempo! Mal apareceu e jah foi morta! Mais uma vez sua fic me surpreendeu! Continua ótima! 10/10
Hamude-Kun
xD sau fic lannah gostei muito comenta la na minha Fui...........
Tekaya
Eu axei q a Wynna fosse matar o mestre Khalmyr. Gostei dos bichinhos com chifres e os olhos vermelhos q lutam contra o Lukah. Eu gostei da elfa ter morrido com a espada da Halaka na barriga dela, mais ainda axo q ela tinha q perder a cabeça @_@ Tem mais algo pra dizer? Fic PER-FEI-TA! Paraba, nota 10 dnovo.

Flws
Leo Goela
Leo-Leo? Eu prefiro K-RBD >_<
Vou esperar capítulo novo pra comentar, porque dá preguiça de reler.
Raul
Muito bom o capítlo !
Como sempre você detalha em uma velocidade alta, mas nada escapa da sua narrativa. Além de seu texto contar muito com a imaginação do leitor ! Parabéns, a Halaka golpeando a elfa e a atirando contra a pedra foi ótimo :D
Muito bom mesmo, espero que continue sempre assim. Desculpa mesmo a demora pra ler su fic, agora que estou quase de ferias fica mais fácil :D Mais uma vez parabéns ! fui !
Garotinha Qualquer
Ahhh 8D

Eu só estava aguardando o SEU comentário para postar o próximo capítulo. Ou seja: Pra fazer você ler de novo.
LOL

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Capítulo VII – Explicações




.Parte 1

Halaka e Lukah finalmente chegaram de volta ao esconderijo do mestre Khalmyr. Tudo estava normal. Entraram na cabana e Mei se encontrava sentada à mesa tomando chá junto do velho.

- Mestre! – Lukah parecia muito feliz em vê-lo bem.
- Ah! Você está aí. – Respondeu Khalmyr.

Ele então se levantou e caminhou na direção de Halaka. Olhou-a de cima a baixo. A espadachim se sentiu um pouco incomodada com tudo aquilo, quando o velho finalmente parou à sua frente e disse:

- Diga seu nome.
- Halaka. –
Respondeu.
- Seu sobrenome...?
- O... Orien.
- Posso fazer uma coisa? Só para me garantir que você é quem diz.
- Claro, mas eu realmente...


Sem deixá-la terminar, o velho disse algumas palavras estranhas e num golpe muito rápido com sua mão, acertou Halaka na altura do coração. Ela perdeu o fôlego e Mei rapidamente levantou da cadeira e apontou sua espada para o pescoço do velho. Lukah também se assustou e fez menção de avançar sobre Khalmyr, porém, entendeu do que se tratava e fez sinal para que Mei não atacasse.
A oriental parou e percebeu que na verdade, a mão do velho havia de alguma forma, atravessado Halaka. Não demorou muito, ele logo tirou sua mão e a jovem caiu.
Lukah se apressou em segura-la e a ajudou a se levantar. Mei olhou para o corpo de sua amiga e esse estava normal, como se nada houvesse acontecido. Não havia nenhum furo, sangue, nada.

- Como você fez isso? – Perguntou Halaka recuperando o fôlego.
- Minha jovem... Isso é magia muito avançada. – Ele se afastou dela e se dirigiu à Lukah. – Você trouxe a pessoa certa. Fico muito contente com isso.

Khalmyr caminhou calmamente até a mesa e sentou-se novamente. Viu que Halaka parecia confusa, então, começou a falar.

- Você deve estar se perguntando o porquê disso tudo. Quer saber o motivo pelo qual Lukah a trouxe aqui e, principalmente, quer entender porque tem sido constantemente atacada. - Ele fez uma pausa para beber um gole do seu chá. – Honestamente, você não é, de fato, importante. Só carrega algo importante.
- Carrego...? – Perguntou ela sentando-se também à mesa.
- Ah sim...

O velho continuou a tomar seu chá pacientemente, sem dizer mais nada. Todos queriam saber mais, mas ninguém se atrevia a dar uma palavra. Finalmente, Halaka, muito curiosa e um pouco aflita, perguntou:

- Mas carrego o que?

Ele abaixou a xícara e tornou a falar:

- Vou dizer de um modo mais simplificado, para que entenda: Você é praticamente, a última Orien viva.
- Última? –
Ela o interrompeu.
- Não exatamente... Ainda existe outra pessoa. Mas todas as outras de sua linhagem já morreram grande maioria tendo sido assassinada. Sinto muito. – Ele deu outro gole.
- Mas... O que isso tem a ver?
- Já ouviu falar de Tenebra?
- Deusa das Trevas. Foi selada há muito tempo por magos muito poderosos. Seu poder foi dividido em artefatos que quando juntos podem trazê-la de volta à vida. –
Respondeu Mei rapidamente.

Khalmyr parou e fitou Mei por alguns segundos, mas logo respondeu:

- Precisamente.
- Como sabe dessas coisas? –
Perguntou Halaka.
- Meu... Pai me contava. – Mei deu um sorriso leve. – Mas, por favor, mestre continue.
- Certo... Tenebra teve cinco filhos... Pouco tempo depois do nascimento das crianças, os magos vieram ao seu castelo e derrotaram-na. Ao fim da batalha um dos magos encontrou as crianças. –
Ele fez uma pausa para tomar seu chá. – Depois de muitos dias de discussão sobre o que fazer, eles finalmente chegaram a um acordo, porém, um dos magos não concordou totalmente. Foi decidido então que o poder de Tenebra seria dividido em quatro artefatos: Um Cinturão, um anel, uma tiara e um colar.

Halaka imediatamente se lembrou do colar de seu pai, que fora roubado no dia de sua morte. O velho continuou:

- Cada mago cuidaria de uma criança e receberia um artefato, porém, o mago que não concordou ficaria apenas com a criança. Assim foi feito. Anos se passaram e as crianças cresceram. Viraram adultas e ficaram responsáveis, cada uma recebeu o artefato de seu mestre, mas nunca souberam da verdade.
- Isso quer dizer que eles nunca souberam que tinham irmãos? –
Perguntou Halaka.
- Exatamente. Apesar de serem filhos da Deusa das Trevas, não se tornaram pessoas más... Pelo menos, não todos. Seu pai se tornou um homem muito bom. – Khalmyr sorriu para Halaka.
- Vo... Você conheceu meu pai? – Perguntou ela sem acreditar muito no que escutava.
- Ora... Eu o criei como se fosse meu filho.

O velho continuava sorrindo para Halaka, que pouco a pouco, começava a entender as coisas.

- Continue a história! –
Disse ela ansiosa.

Khalmyr pareceu contente, então, continuou a contar:

- Como eu disse antes, uma das crianças não se tornou uma boa pessoa.
- A que não recebeu o artefato! –
Deduziu Halaka.
- Exato. Seu nome... – Ele colocou mais chá em sua xícara – É Zanthor.
- Então... Quer dizer que...
- Ele é seu parente. Tio, mais precisamente. O que faz de você, neta de Tenebra.
- Colocando dessa forma... É assustador. –
Disse Mei.
- Ele matou todos os Orien para pegar seus artefatos... Ele quer reviver Tenebra!
- Ah, você entendeu. –
Khalmyr sorriu e bebeu um gole de seu chá.
- Mas ainda não entendo o que eu tenho a ver com isso.
- Para reviver a Deusa das Trevas, ele precisa de mais que apenas os artefatos. Precisa de uma alma. Mais do que apenas uma alma qualquer, a alma de alguém... Da família, digamos assim.
- Porque ele não usa a própria alma?
- Ora, ele quer reinar junto de sua mãe... Além do mais, é necessário que a alma seja de uma mulher. Sobrando apenas você.
- O que faremos então? –
Lukah finalmente falou.
- Vocês não podem parar agora. Precisam ir até o templo e acabar com isso.
- Que templo? –
Perguntou Halaka.
- O templo que fica no meio do deserto de Koronath. Marcarei no mapa para vocês.
- Mas... Se ele quer que eu vá até lá, então eu não estaria o ajudando? Se você é um mago tão poderoso assim, porque não vai você?
- Porque é você, Halaka Orien, que deve acabar com tudo isso.
- Por quê?! –
Questionou ela.
- É seu destino.

Com mais um sorriso, Khalmyr se levantou e saiu da cabana.

- Fiquem aqui. – Disse ele antes de sair.

Halaka, Lukah e Mei ficaram sentados à mesa sem dizer nada. Algum tempo de silêncio depois e o velho voltou carregando uma espada. Parou ao lado da espadachim e estendeu-lhe a arma.

- Foi de seu pai.

Halaka se levantou e pegou a espada. Tirou-a da bainha, lembrou-se imediatamente das inscrições da lâmina.

- O que está escrito aqui? Eu sempre quis saber.
- É uma linguagem antiga... Não deciframos o que está escrito. Mas sabe-se que é poderoso.


Halaka guardou a espada na bainha novamente.

- Muito obrigada por esclarecer tantas coisas.

O velho lhe entregou o mapa marcando o lugar. Todos se levantaram e Mei saiu primeiro da cabana. Khalmyr estendeu sua mão para Halaka, mas ela não apertou sua mão. A espadachim o abraçou por alguns segundos e logo depois saiu apressada atrás de Mei. Lukah se despediu de seu mestre e começou a caminhar na direção da porta, quando Khalmyr falou:

- Meu jovem.
- Sim mestre? –
Disse ele se parando de andar.
- Em hipótese alguma... – O velho fez uma pausa. – Se envolva emocionalmente com ela.

Sem dizer nada, Lukah virou as costas e saiu da cabana.

...



.Parte 2

Já era bem tarde e eles haviam andado bastante.

- Tem um vilarejo aqui perto. – Disse Lukah.
- Ah, vamos passar a noite lá. Não tenho mais forças para continuar. – Respondeu Halaka.

Mei concordou e eles foram para o vilarejo. Chegaram na estalagem, alugaram seus quartos e desejaram boa noite.

- Quer dizer que você é sobrinha do vilão? – Disse Mei sorrindo enquanto ajeitava o travesseiro.
- Ah, não enche. – Respondeu sua amiga em tom de brincadeira.
- Para piorar a situação, você é neta de uma Deusa das Trevas. – A oriental riu alto. – Que família, hein?
- Eu só queria ter alguma coisa de lembrança dos meus pais.
- Ah... Você tem as lembranças boas. Acho que é isso que importa...


Halaka sorriu para sua amiga.

- Obrigada Mei... Não sei o que faria sem você.
- Boa noite Hally.
- Boa noite.

Tekaya
Wow! Por essa eu não esperava... Halaka a neta de uma deusa... e das trevas o.o Mais pq o Lukah não pode se envolver cum ela... i.i elihs fazem um casal taum kawaii... E eu tb fikei curiosa pra saber o qua tava escrito na espada... Bom, continue...

Flws
Hirok Kojiro
...
CACETA! A mocinha da história é sobrinha do vilão e neta de uma deusa da morte! Por um acaso o mestre do Lukah é um tipo de tio-avô da Halaka?

Ótimo capítulo, pena que foi curto!!
Lannoh
Nossa muito legal sua fic lannah.

Nota: 10






obss dá uma passadinha na minha depois tah:
http://pokeplus.ipbfree.com/index.php?showtopic=386
AnjoOo
Oi Lannah...


Você sabe que eu sempre elogio a sua fic... Então que tal dar uma lida em uma das minhas fics... A que eu recomendo eh Pokémon Libertad...

Eu acho que você disse que não gosta muito de fics relacionada a pokémon... Bem, pensando nisso que eu to reformulando a minha... A participação dos pokémons será apenas secundária... Eu quero é mesmo desenvolver uma trama legal...

Agradeço se você puder passar lá... E é claro que eu quero uma análise crítica...

Fui
Garotinha Qualquer

Capítulo VIII – Dor



.Parte 1

O dia amanheceu bonito. Os pássaros cantavam e a temperatura era agradável, sem sinais de chuva. Halaka já havia acordado, mas não queria abrir os olhos.

“Não... Eu tenho que levantar.”
Pensou ela.

- Bom dia Mei. – Disse a jovem se levantando ainda de olhos fechados.

Sem resposta. Halaka finalmente abriu os olhos e viu que não havia ninguém no quarto. A cama de sua amiga estava vazia, seus pertences também não estavam lá. Aparentemente, Mei levantou antes, arrumou suas coisas e saiu.

“Ora essa...”

Ela então se arrumou, pegou sua bolsa e a espada que foi de seu pai e saiu do quarto. Caminhou lentamente pelo corredor até chegar ao salão principal da estalagem. Lá havia algumas mesas e poucas poltronas. Mei se encontrava sentada em uma delas lendo algo que parecia com um pedaço de pergaminho. Sua expressão era de profunda tristeza.

- Ah, você está aí. –
Disse Halaka se aproximando.

A oriental não respondeu. Dobrou o pergaminho e colocou de qualquer jeito em um dos bolsos de sua roupa. Levantou e caminhou na direção de sua amiga. Halaka não entendeu direito, Mei se aproximou bastante. Ficou parada, encarando-a por algum tempo. De repente, avançou na direção de Halaka e a abraçou.

- O que houve...? –
Perguntou ela um pouco confusa.

Sua amiga permaneceu calada. Afastou-se e sorriu para Halaka, logo depois, pegou suas coisas e saiu da estalagem. Enquanto Mei andava, o pergaminho caiu no chão.

- Hei você deixou... –
Mas ela já havia saído.

A espadachim não se conteve. Desdobrou o pergaminho e leu a mensagem que dizia:

Sinto muito, mas falhou com seus deveres.
Sua execução será hoje à tarde.

Halaka não quis acreditar.

“É mais uma de suas brincadeiras de mal-gosto. Ah sim, Mei você me paga.” Pensou ela dando um sorriso.

Com isso, a jovem foi atrás de sua amiga. Saiu da estalagem e viu que Lukah a aguardava.

- Finalmente. –
Disse ele. – Vamos?
- Ah sim, vamos lá. –
Concordou ela.

...


.Parte 2

Passaram-se horas. Eles andaram muito e já estavam bem perto do deserto.

- Nós bem que poderíamos ter alguns cavalos. –
Disse Halaka. – Não seria tão cansativo.
- Concordo. –
Respondeu sua amiga.
- Ah, que é isso! Andar faz muito bem. –
Disse Lukah. – Vocês são muito preguiçosas, como se tornaram espadachins?

Todos riam e conversavam alegres quando dois vultos passaram rapidamente.

- Que foi isso? –
Perguntou Halaka parando de andar.
- Ah, era só o que faltava. – Disse Lukah.

Mei permaneceu quieta, parou de andar e assim ficou. Os vultos passaram novamente e ela foi atingida, caiu de joelhos.

- Você está bem? –
Halaka começou a ir à direção de sua amiga para socorrê-la, mas um homem de capa surgiu a sua frente.

- Afaste-se! Não queremos nada com você.

Ele empurrou a jovem e se voltou para a espadachim caída.

- Fique aí. Ele já vem.


Halaka não entendeu, mas logo se lembrou do pergaminho.

“Sua execução será hoje à tarde.”


- Vocês não... –
Ela começou a falar, mas Mei a interrompeu.
- Por favor, não se aproxime.


Ela continuava de joelhos e agora encarava Halaka com uma expressão triste, porém, sorria.

- É inevitável, eu falhei com os meus deveres.
- Do que está falando?
- Ora... Não era pra você saber tanto sobre Tenebra e o passado de sua família. O que é pior, você obteve a espada sagrada que seu pai usou. Isso também não deveria ter acontecido.

A espadachim estava confusa, continuava olhando para sua amiga tentando entender.

- Eu sinto muito. –
Continuou a oriental. – Eu realmente sinto muito, Halaka. Vou lhe contar toda a verdade.

Ela fez uma pausa, mas logo tornou a falar.

- Lembra-se do homem de capa, dos olhos vermelhos?
- Lembro. Mas o que...
- Meu pai. Ragnar.
- Seu pai...? Mas por que...
- Nunca conheci a minha mãe, meu pai sempre me criou. Mas ele tentou se manter distante, acho que ele sabia que esse dia chegaria. Eu nunca recebi muito amor, digamos assim. Mas ele não é um homem ruim... Acredite.


Um dos servos de Zanthor lhe deu um tapa.

- Cale a boca! - Disse ele.
- Não enconste em mim, seu infeliz! Meu pai pode mata-lo com muita facilidade se souber disso.

O homem então recuou com medo. Preferiu não intervir mais e pediu para que o outro não o fizesse. Mei então continuou:

-Aos 15 anos, fui forçada a ir para a Academia de Espadachins. O objetivo era fazer com que você confiasse em mim. E eu o fiz... Mas algo que não estava nos planos aconteceu. Eu realmente... – Ela sorriu. - Eu realmente me apeguei a você, que sempre foi tão boa comigo. Deu-me a atenção que eu nunca tive. Fez com que eu me sentisse bem.
- Mei...
- Aos poucos, eu fui esquecendo dos objetivos... Esqueci de reportar o seu progresso na academia... Se você estava se tornando boa espadachim, ficando forte.


Halaka não conseguia falar. Não sabia o que dizer.

- Então, teve aquele dia. Ah sim... Aquele dia. –
Mei sorriu novamente. – O dia em que lhe beijei. Percebi que estava apaixonada por você.

Ela parou e riu. Lagrimas escorreram pelo seu rosto.

- Eu amo você, Halaka.


Ela parou de falar, abaixou a cabeça. As lagrimas caiam, quando de repente um vulto passou e um homem de capa apareceu à sua frente. Ele tirou o capuz, era Ragnar, seu próprio pai. Ele não esboçava nenhum sentimento, puxou uma adaga e num rápido golpe, perfurou o coração de sua filha. Halaka finalmente se tocou no que estava acontecendo.

- MEI! – Ela gritou desesperadamente.

Tentou avançar na direção de sua amiga, mas foi em vão. Lukah segurou-a.

- Não tem mais volta. –
Disse ele.
- Não, por favor!


Halaka tentava se soltar e agora chorava desesperada, tentando ajudar sua amiga. Mas esta já havia morrido. Ragnar então guardou a adaga, e fez um sinal para os outros dois homens de capa. Com isso, eles sumiram, levando o corpo de Mei. A jovem chorava muito, tentava se soltar, mas Lukah não deixava.

...


.Parte 3

Algum tempo se passou e eles voltaram a andar. Não deram uma palavra. Depois de horas, avistaram a cidade de Gaah. Era uma das grandes metrópoles, muito rica. Eles se hospedaram em uma estalagem, mas Halaka não foi para o seu quarto. Decidiu sair, para dar uma volta.
Já era bem tarde da noite, Lukah estava preocupado, decidiu ir atrás de sua amiga. Andou pela cidade, até que avistou uma estrada que levava a um lugar isolado no topo de uma montanha não muito alta. Decidiu seguir o caminho na esperança de achar Halaka.
Chegando lá, viu ela sentada no chão, olhando para o céu.

- É muito tarde... –
Disse ele.
- Não importa. –
Ela respondeu rispidamente.
- Ora... Eu sei que você está muito mal com tudo isso, mas...
- Mas o que...? –
Ela se levantou.
- Nós precisamos continuar...
- Eu já estou cansada! –
Halaka levantou a voz. – Não agüento mais isso!
- Eu entendo.
- Não entende, não! –
Ela se aproximou de Lukah. – Porque me segurou? Eu poderia ter ajudado Mei! Poderia ter salvado ela! Porque fez aquilo?

Halaka chorava novamente, mas parecia furiosa.

- Não adiantaria de nada. Você não conseguiria salva-la, ela já havia aceitado o fato de que morreria.
- Você é um idiota!


Halaka tentou empurrar Lukah, mas este a segurou e a abraçou.

- Não faça isso consigo mesma. Mei não ficaria feliz.
- Me solta! –
Ela tentava se afastar
- Não, você tem que me escutar. Estamos muito próximos de cumprir nosso objetivo. Por favor, não desista.


Halaka parou de resistir, ainda chorava, encostou sua cabeça no ombro de Lukah e disse:

- Eu nunca quis me envolver nisso tudo. Queria viver normalmente. Queria me tornar espadachim porque achei que isso faria meus pais se orgulharem se ainda fossem vivos. Mas não... Só me envolvi em algo que não tem volta. Eu tenho muito medo.
- Não se preocupe...
- Não... O que é pior, as únicas pessoas da minha vida que se importavam comigo se foram e eu não pude fazer nada. –
Ela soluçava. – Por que eu não fiz nada?

Lukah ficou quieto, ainda abraçava sua amiga.

- Eu estou sozinha de novo... Os poucos que se importavam comigo se foram.

Halaka então se calou.

- Eu ainda estou aqui... – Sussurrou Lukah ao seu ouvido.
Sir Charizard
Lannah, Lannha, Lannah...
O que eu faço com você hein?
Li o primeiro capítulo de sua fanfic - como já lhe contei - e não tinha gostado. Achei ele meio ralo, corrido... Decidi não ler mais.
O fórum ficou fora do ar, voltou e eu decidi recomeçar.
Li o primeiro capítulo de novo e gostei mais dele e li o segundo. Comecei a gostar desse universo que vc criou e então eu li o terceiro, o quarto, o quinto...
E eu só venho confirmar o que mtos já disseram: EXCELENTE.
Não costumo dar notas para as fanfics que leio, mas essa com certeza merece uma nota tão boa quanto a fic (tipo uns 9,8)!
A cada capítulo, vc me faz me apaixonar mais, me envolver mais, me interessar mais por esse universo de Halaka.
Os dois últimos capítulos só serviram para eu considerar sua fanfic a melhor do fórum, coisas que mtos já diziam.
Apesar de eu ter achado que a Mei merecia uma morte mais dramática (achei meio sem emoção), você dá as penas que dão asas à nossa imaginação.
Parabéns pela fanfic e continue assim, nos encantando com essa história cheia de mistérios...
Até o/ wink.gif
Garotinha Qualquer
Afff, dinheiro que é bom nada... Seus pretos.


rs
Hirok Kojiro
YES! ACERTEI! Sabia que a Mei tinha algo de estranho! Desta vez seu capítulo não me surpreendeu! Fiquei um passo na sua frente! HAHA! Mas não deixa de estar ótimo!

QUOTE
E eu só venho confirmar o que mtos já disseram: EXCELENTE.


É ilson aílson!!
Tekaya
Bom... geralmente eu só iria comentar e falar que tá nota 10, mas hj resolvi dar uma de filosofa u.u Sabe, depois de passar incontáveis 3:30 na minha escola depois do horario você enxerga o mundo de modo diferente. Sua fic evoluiu de um modo que, mesmo que você fique meses sem postar, seus leitores lembrarão de cada detalhe da história de Halaka e, quando você postar um capítulo novo, vai continuar fazendo eles quererem ler. Mesmo que sobre apenas um leitor na sua fic ela estaria não acabada, pois este único leitor não conseguiria parar de falar sobre ela, atraindo novos leitores. Digo isso porque já li os primeiros caps da sua fic 2 vezes, acompanhei a mudança de fóruns da poképlus e etc. Eu sei que você preferia dinheiro a esses comentários, mas felizmente eu não tenho dinheiro pra gastar com você ¬¬ Continuando a filosofar, se Halaka se meteu em um caminho sem volta ela levou todos os leitores dessa fic junto, de forma que eles não poderão mais parar de ler.

Da pessoa que não diz o que diz...

Flws^^ (eta coment grande o.O)
Garotinha Qualquer

Capítulo IX – Lágrima




.Parte 1

Era uma noite muito fria. Halaka corria pela escuridão, mas não sabia exatamente porque o fazia. A princípio, a visão estava embaçada, mas aos poucos ela começou a perceber onde estava. Encontrava-se em uma floresta muito densa, perseguindo algo como um vulto. Aproximou-se e percebeu que era uma mulher, da mesma altura que ela.

“Mas... Não. Não pode ser. Ela...”

A espadachim continuou correndo, tentando chegar mais perto para ter certeza de quem era. A mulher então olhou furtivamente para trás e deu um sorriso maroto, como se estivesse se divertindo com aquilo.

“Mei!”


Halaka acordou num susto. Sonhos estranhos voltaram a perturbá-la. Ela sentou na cama e levou as mãos ao rosto.

- Isso tem que parar. – Disse baixinho. – Eu não agüento.

O sol já estava nascendo e a luz entrava pela janela. Olhou em volta no quarto vazio imaginando como seriam as coisas se sua amiga estivesse ali. Ela levantou vagarosamente da cama. Caminhou pelo cômodo e começou a arrumar suas coisas. Abriu a bolsa para pegar suas vestes, quando algo pequeno caiu no chão e rolou para debaixo da cama.

- Mas o que...?

Ela se abaixou e começou a tatear o chão até que finalmente encontrou o que procurava. Ao se levantar novamente, percebeu que segurava um anel, porém, não um anel qualquer. Um anel de ouro, com pequenos desenhos prateados. O anel que sua falecida amiga costumava usar no dedo indicador da mão direita. Halaka se perguntou o que aquilo fazia ali. Passou vários minutos - que mais pareceram horas - tentando descobrir como aquele anel foi parar em sua bolsa.

- Provavelmente, Mei deixou-o aqui antes de morrer, pois sabia que eu o encontraria. – Pensou alto.

Ainda olhava o anel quando, de repente, bateram na porta do quarto.

- Halaka! – A voz de Lukah vinha do corredor. – Arrume-se logo, tem alguém aqui que eu quero lhe apresentar.

- Já vou!


...


.Parte 2

Depois de algum tempo, Halaka já estava pronta. Ela agora usava na mão direita o anel que pertenceu à sua amiga. Não era muito, mas aquilo alegrou o dia da jovem.
Saiu do quarto e caminhou lentamente pelo corredor até a sala principal. Ao chegar ao local, viu que Lukah estava sentado em uma das poltronas conversando com outra pessoa, porém, a espadachim não conseguia ver direito quem era, pois a pessoa estava de costas para ela.

- Finalmente! – Disse o loiro percebendo a presença de sua amiga. – Venha aqui!

Ele se levantou e arrastou ela pelo braço até a pessoa que estava sentada. Ao se aproximar, Halaka percebeu que na verdade era um rapaz muito jovem, provavelmente adolescente. Ele tinha cabelos ruivos muito lisos e bem penteados, olhos verdes claros e uma expressão de superioridade no rosto.

- Esse é Grenon!
- Bom dia. –
Disse o rapaz ainda sério.
- Oi! Eu sou a...
- Halaka... Eu sei. – Respondeu ele rapidamente. – Esse aí não pára de falar sobre você.
- Não é verdade! –
Retrucou Lukah corando.

O garoto riu se divertindo com a cena. Depois daquele breve dialogo, eles saíram da estalagem e foram procurar por algum lugar para comerem. Conversaram pelo caminho e Halaka descobriu que Grenon conhecia Lukah há muitos anos e também fora aprendiz de Nero, um de seus tios falecidos. Soube também que o rapaz era um habilidoso arqueiro e que este conseguia ser muito mais convencido do que Mei quando contava sobre suas caçadas.
Eles comeram, e passaram o resto da manhã conversando. Foram ao lugar onde Halaka estivera chorando na noite anterior, pois era mais calmo e fresco.

- Grenon, eu preciso de uma ajuda sua. –
Disse Lukah sentado no chão.
- Claro, pode pedir. – Respondeu o ruivo educadamente.
- Você conhece esse deserto melhor do que ninguém... Certo?
- Ah sim, conheço grande parte dele.
- Então você por acaso saberia a localização de um Templo?
- Templo...? –
Ele parou por uns instantes. – Nós temos um aqui na cidade.
- Não é esse tipo de templo. –
Interrompeu Halaka.
- Oh... Não vão dizer que estão procurando aquele Templo...?
- Você sabe algo sobre? –
Perguntou o loiro.

Grenon suspirou. Levantou do chão e bateu levemente com as mãos nas suas vestes vermelho-sangue com a intenção de limpa-las.

- Venham. – Ele fez um gesto com as mãos. – Vamos para a minha casa.

Sem dizer uma palavra, Halaka e Lukah se levantaram e seguiram o jovem arqueiro.

...


.Parte 3

Já era de tarde e o dia começava a ficar frio. Grenon andava calmamente pelas ruas, mas os outros dois pareciam apreensivos. Não deram uma palavra até que finalmente chegaram.

- Aqui estamos. - Disse o rapaz abrindo os pesados portões de ferro.

Halaka não sabia o que dizer, pois aquela era a maior casa que já havia visto em toda a sua vida. Um quintal enorme, muito bem cuidado e um belo chafariz de mármore no meio indicavam que a família do jovem arqueiro era, de fato, muito rica. Andaram pelo caminho de pedra que os levou até a porta da casa. Grenon a abriu e então encaminhou seus convidados até a sala de estar. Pediu licença e se retirou para a cozinha.

- Linda, não é? – Perguntou o loiro sentando em uma das confortáveis poltronas.
- Muito. – Respondeu ela distraída enquanto olhava os quadros nas paredes.

Alguns momentos depois, Grenon voltou carregando uma bandeja de prata. Nela havia um bule de chá e três xícaras. Ele pediu para que Halaka se sentasse e serviu o chá.

- Porque nos trouxe aqui? – Perguntou Lukah.
- Eu estava ficando com frio. –
Respondeu o rapaz bebendo seu chá.
- Só por isso? – Perguntou Halaka incrédula.
- Claro. Que outro motivo eu teria? – Respondeu ele divertido fitando seus dois amigos perplexos.

Todos se encararam em silêncio por alguns momentos e logo começaram a rir. Grenon não era tão arrogante quanto parecia. Na verdade, ele fazia Halaka se lembrar de Mei, mas não de um modo triste. Era como se sua amiga estivesse viva bem ali, diante de seus olhos.

- Mas é sério. Nós precisamos encontrar o templo de Tenebra. – Disse Lukah finalmente.
- Eu nunca vi templo nenhum neste deserto. – Respondeu o rapaz.
- Bom... –
Começou Halaka. – Você disse que o conhece “quase” todo. Isso significa que existe uma parte na qual você não foi, certo?
- Isso é verdade, mas o local é proibido para todos... É onde os ladrões mais perigosos costumam ficar.
- Então como você pode ter tanta certeza de que esse templo não está lá? –
Ela sorriu e bebeu um gole de seu chá.

Grenon calou-se por um instante, terminou seu chá e levantou-se. Olhou para a espadachim e sorriu. Disse:

- Se você faz tanta questão de procurar algo que não existe... Iremos até a parte proibida do deserto assim que eu consertar meu arco.
- Estará pronto amanhã? –
Perguntou ela terminando seu chá.
- Amanhã? Não, não... – Ele balançou a cabeça e começou a recolher as xícaras. – Levará uma semana. É muito delicado.
- Uma semana? –
Halaka afundou na poltrona como uma criança decepcionada.
- Veja pelo lado bom. – Disse Lukah. – Precisamos descansar e será uma ótima oportunidade para você treinar com sua espada nova.

Ela se ajeitou novamente e concordou com um gesto de sua cabeça.

- Ótimo! - Disse o ruivo alegre. – Nesse tempo, podem dormir em minha casa. Sintam-se a vontade.

Ele fez uma reverência exagerada e em seguida, retirou-se para a cozinha. Um silêncio constrangedor reinou na bela sala enquanto os dois amigos ficaram sozinhos. Halaka fingiu estar interessada novamente pelos quadros tentando disfarçar até que Grenon voltasse, mas Lukah falou:

- Minhas coisas.
- O que têm elas?
- Deixei-as na estalagem. Avise ao Grenon que volto logo.

Com isso, o loiro levantou-se e saiu do cômodo em direção à porta da casa, deixando Halaka sozinha. Ela então se aconchegou na poltrona e tirou o anel de sua mão. Sorriu. Conseguiria dormir muito bem esta noite.

...


.Parte 4

O sol nasceu bonito. Os pássaros cantavam alegremente perto da janela do quarto onde Halaka dormia confortável em uma enorme cama de casal. A suave brisa da manhã entrava pela janela aberta e tocava o rosto da espadachim que começava a acordar.
Sentia-se muito bem. Não teve nenhum pesadelo e seus problemas pareciam distantes e insignificantes. Levantou devagar e esfregou os olhos. Andou pelo quarto até a janela e olhou para o lado de fora. As pessoas da cidade já começavam a aparecer pelas ruas, sempre agitadas e aparentemente felizes.

- Vou caminhar. – Pensou alto.

Alguns minutos depois, ela estava completamente acordada e arrumada. Abriu a porta e desceu as escadas, percebeu que seus amigos ainda não haviam levantado. Deixou um bilhete para que não se preocupassem e saiu. Passou pelo lindo quintal e pelo portão de ferro. Estava feliz. Nada poderia desanimá-la.
Nas sombras, dois vultos estavam parados, observando cada movimento da jovem.

- Você sabe por que tive que fazer aquilo. – Um vulto mais alto, com uma voz masculina grave falava para o outro. – Foi um grande erro, o que fez.
- Não foi um erro. –
O vulto mais baixo possuía uma voz feminina suave, porém triste. – Eu a amo.

Halaka passou por eles, mas não os percebeu. O vulto da voz feminina deu alguns passos na direção da espadachim, mas o outro vulto segurou seu braço.

- Nem pense nisso. – Disse ele. – Você não pode mais ter contato com ela.

Ela não se manifestou, permaneceu parada. Seu rosto já não estava mais escondido. Era oriental, muito bonita, possuía cabelos curtos e lisos e uma expressão de profunda tristeza e solidão. Acompanhou sua amiga com o olhar. Percebeu o anel em sua mão e sorriu. Uma lagrima percorreu seu belo rosto.
Tekaya
Mei... Q garota duh mal... Fingir estar morta é golpe baixo u.u Grenon... Legal, um arqueiro... Não sabia que um arco delicado ficava uma semana consertando... E eita povo louco... Ir prum lugar pribido... Arriscar a vida... Tem que valer a pena ¬¬ O que o anel tem de tão especial? Bom... Até o próximo cap...

Flws
AnjoOo
Bem... eu jah tinha lido....

Mas nao custa nada comentar, já que essa fic é muito 10....


Obs: LoL




Se puder lê a minha fic também neh...?
Hirok Kojiro
AAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHH!!!! VO FICA LOUCO!!!!!!
Toda vez que eu leio essa fic eu penso que to começando a entender!, daí vc vem e põe um Capítulo que eu nunca pude imaginar! Quando eu começo a achar que já sei o que vai acontecer, eu erro novamente!! AAAAAHHHHH!!!
ESSA FIC EH MUITO MASSA!!! E NEM FIC EH!!...
Garotinha Qualquer
Die, bitch :3
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