Capítulo I – Perdas
.Parte 1
Era uma manhã até que muito calma no vilarejo de Kyon. O céu estava levemente nublado, e as crianças brincavam no parque, aproveitando suas férias tão merecidas.
- Homens, hoje vamos checar a caverna de Irugoi! Alguns camponeses disseram ter escutado barulhos esquisitos pela região.
Quem falava era um homem forte, de cabelos castanhos e barba. Ele vestia uma armadura vermelha muito bonita e segurava uma espada que continha alguns dizeres escritos em sua lâmina. Aparentava ser o líder dos outros, que usavam armaduras mais simples e lanças de madeira.
- Como esta missão parece ser muito simples, só preciso de vocês 5. Vamos!
Com isso, os soldados partiram para a caverna.
O líder, Zuko Orien, era um homem muito corajoso e bom. Em todas as missões e até mesmo nos treinamentos, levava consigo um amuleto que seu mestre lhe deu.
“Não deixe cair em mãos erradas.”
Foi isso que seu mestre disse ao lhe entregar o amuleto. Zuko sempre se perguntava o que tinha de tão especial naquele colar feio. Era uma simples pedra pendurada num cordão de prata. A única coisa diferente era um símbolo desenhado nela.
...
.Parte 2
- Halaka?
- Hrmmmm....
- Halaka querida, acorde.
- Nahrmm...
- Halaka!
- Ahn? O que foi?
- Estou te chamando já faz um tempo! Não sei a quem você puxou minha filha, mas é muito preguiçosa!
Era uma mulher muito bonita, tinha cabelos pretos e ondulados, olhos azuis. Debruçava-se sobre a menina que acabara de acordar. Halaka, que ainda estava deitada e um pouco sonolenta era muito parecida com a mãe. Com seus cabelos pretos e olhos azuis, mas não tinha mais que oito anos.
- Anda, levanta, vá tomar um banho e depois venha comer.
Sua mãe lhe beijou o rosto e saiu do quarto.
Alguns minutos depois, Halaka estava completamente acordada e rumava para a mesa.
- Onde está o papai? – Perguntou distraída.
- Foi com os soldados dele investigar uma caverna. Teve que sair mais cedo, querida.
- Humm... Mãe me ensina a usar arco e flecha?
Sua mãe riu.
- Não faço isso a muito tempo!
- Mas você era Arqueira de Elite! Lutou em guerras e defendeu o reino de Canaban! – Halaka começou a fazer gestos como se estivesse atirando uma flecha.
- Ok, pare por aí. Você é muito pequena pra esse tipo de coisa. – Respondeu a mãe divertida – Quando completar dez anos, eu penso no seu caso.
- Ahhh, que isso! – Halaka sentou na cadeira novamente – Então ta... Eu peço pro papai me ensinar a lutar com espada.
- Você não desiste!
As duas riram e se abraçaram.
...
.Parte 3
A escuridão ficava cada vez maior à medida que os soldados iam penetrando na caverna.
- Ei, tem uma tocha acesa na parede! – Disse um dos soldados.
- Será que alguém vive aqui? – Outro soldado perguntou.
- Fiquem quietos, escutei um som! – Zuko pediu para que os soldados fizessem silêncio, e começou a andar devagar na direção do som.
Pareciam tambores, talvez fosse algum tipo de ritual sinistro. Depois de alguns momentos, o barulho cessou.
- Parou! – Disse um dos soldados.
Alguns minutos de silêncio e de repente, uma voz começou a falar em uma língua estranha. Os soldados estavam chegando cada vez mais perto da fonte do som, quando tudo parou de novo.
- E ago... – O soldado parou de falar e gritou, fora atingido nas costas por uma flecha.
- Kitai! – Gritou Zuko. Mas era tarde demais, o soldado já estava morto. – Quem fez isso?!
Rapidamente, toda a caverna se iluminou. Um homem cadavérico, com cicatrizes por todo o corpo fitava Zuko. Ele segurava uma foice e não parecia ser muito velho.
“Ele... O símbolo que está desenhado no meu amuleto... Está tatuado nele!”
Pensou Zuko que agora olhava para a tatuagem na mão do homem.
- Meu nome é Zanthor. Não tenho tempo para apresentações. Me entregue o amuleto e pouparei sua vida... Por ora.
- Nunca! – Zuko ficou em posição de batalha e disse – Homens preparem-se!
- Estão mortos.... – Disse Zanthor indiferente. – Olhe em volta.
Zuko olhou para os lados e viu todos os seus homens mortos, cada um de um jeito mais grotesco que o outro.
- Como... Como fez isso? – Zuko recuou.
- Não pode me deter. Agora me de esse maldito amuleto e vá embora.
Zuko hesitou. Depois disse confiante:
- Não! Vai ter que lutar comigo!
- Ora seu verme... –
Zanthor levantou sua foice que tinha uma aura negra, porém, o amuleto começou a brilhar e, de alguma forma, sugou a aura da foice.
- O que?!? – Zanthor começou a se irritar – Minha magia...! Maldito seja!!
O homem assustador começou a falar em outra língua, e Zuko, percebendo o que estava prestes a acontecer, resolveu sair correndo da caverna. Correu, correu e correu. Chegando à Kyon, foi direto para casa.
- Maya! – Disse sem fôlego – Pegue Halaka e fuja!
- Mas o que... – Maya, a mãe, estava confusa. – O que foi?!
- Não tenho tempo.– Zuko abraçou Halaka. – Agora, FUJAM.
- Não. – Disse Maya decidida. – Hal, se esconda e não saia de casa.
- Mas...
- Já!
Com isso, Maya pegou seu arco e flecha e saiu atrás de Zuko. Não demorou muito e começaram os gritos dos moradores do vilarejo.
Halaka não sabendo muito o que fazer, decidiu se esconder em baixo da cama. Podia escutar a batalha lá fora. De repente, ouviu um grito desesperado de sua mãe e temeu o pior.
“O que estaria acontecendo?”
A menina queria sair e ajudar, mas não podia fazer nada. Decidiu ficar onde estava e esperar. Depois de muito tempo, acabou a batalha, estava tudo silencioso.
Halaka escutou a porta de sua casa ser aberta e se sentiu aliviada, porém, não por muito tempo. Dois homens encapuzados entraram e começaram a procurar em todos os lugares. Suas capas tinham o mesmo símbolo da pedra e da tatuagem de Zanthor. Provavelmente eram seus serviçais.
- Não tem mais nada por aqui. – Disse um dos homens.
- Que perda de tempo... Só deu para pegar aquele colar horroroso. Vamos embora, Milorde não gostará nada disso.
Com isso, eles saíram da casa, sem notar Halaka.
A menina esperou alguns minutos e depois de sair do seu “esconderijo”, caminhou até a porta. Olhou lá para fora e viu os corpos mutilados de vários soldados do vilarejo. Começou a caminhar assustada entre eles e sentiu uma dor enorme em seu coração. Estavam ali, seus pais, mortos.
Halaka correu e parou ao lado de seus corpos. Caiu de joelhos. Chorou alto. Ela não tinha mais ninguém.
~~~~~~~~~~~~~~~~
Ok, aí está o começo da história ;D~
Não ficou a melhor coisa do mundo, espero que comentem com sinceridade.
Não é uma "Fan Fic" propriamente dita, pois não estou me baseando em nada...
Infelizmente, tive que pegar alguns nomes de outros lugares, como visto.
No mais, espero que gostem.
PS.: Estou CANSADA de ficar repostando. Se esse fórum der problema de novo, eu mato um!